EBD| Classe Jovem – Lição 01 – O que significa orar

Fonte: Escola EBD
TEXTO DO DIA
“Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Sl 145.18)
 
SÍNTESE
A oração é uma ação que possibilita ao cristão um relacionamento mais íntimo com Deus. Essa prática deve ser uma constante na vida do crente que necessita orar sempre, sem jamais desfalecer.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Fp 4.6: Não andeis ansiosos
TERÇA – Jo 3.16: Um amor imensurável
QUARTA – 1 Jo 5.14,15: Deus ouve nossas orações
QUINTA – Mt 6.6: Oração é relacionamento com Deus
SEXTA – Sl 51.18: Segundo a vontade de Deus
SÁBADO – Mc 1.35: Jesus e sua vida de oração
Texto bíblico
Salmos 51.10-18
INTRODUÇÃO
Quando falamos em oração, nos referimos a um dos maiores privilégios que o nosso Amado Senhor nos concede: Chegarmos a Ele e, em nossa simplicidade e incompletude, abrirmos o nosso coração em um diálogo franco e confiante. É na oração que cada um de nós, pequeninos como somos, temos acesso direto aquEle que tanto nos amou e que deu o seu Filho unigênito para que fôssemos salvos. Nessa lição refletiremos acerca da oração, seus objetivos e como Deus responde a essas orações trazidas pelas pessoas existentes na face da Terra.
I – QUAL O OBJETIVO DA ORAÇÃO E POR QUE PRECISAMOS ORAR?
  1. Qual a finalidade da oração? A espiritualidade é parte essencial do homem e, justamente por isso, só no relacionamento com o espiritual é possível ser estabelecido o verdadeiro sentido da vida humana. Na oração temos: Relacionamento com Deus, segurança em meio aos desafios, serenidade e visão cristalina em meio às tempestades. A oração é a mola propulsora das forças que recebemos do alto, com a finalidade de enfrentar os desafios diários e manter vívida a esperança que nos traz a paz.
O Espírito Santo de Deus quer estabelecer um relacionamento conosco e nos conduzir em nossa jornada diária, porém, para que isso ocorra, a oração é uma condição básica. Por meio dela nos preparamos para, de forma progressiva e vigorosa, as grandes experiências espirituais em nossa trajetória de vida.
   2. Oração, um desejo de relacionamento com Deus. Como é bom podermos sentar ao lado de uma pessoa amiga e, confiadamente, abrir nosso coração, contar as novidades e, também, as angústias do dia a dia. Se essa prática é válida para os relacionamentos que estabelecemos com pessoas falíveis e limitadas como cada um de nós, imagine o quão supremo será se conseguirmos manter uma rotina semelhante com o nosso Amado Pai! Na Bíblia, somos incentivados a buscar a Deus em oração de maneira muito pessoal e discreta (Mt 6.6), exatamente como faríamos com os mais chegados amigos.
A oração é, antes de tudo, diálogo. Precisamos ter em mente que essa é uma ferramenta que nos deixa em contato direto e permanente com o nosso Criador promovendo ações onde a unidade torna-se a essência. Lembremos de alguns personagens bíblicos que nos ajudam a compreender esse fato: Quando Adão e Eva perderam a comunhão com Deus, uma das primeiras evidências de tal fato foi a tentativa de esconder-se da presença de Deus (Gn 3.8). Já ao falarmos de Moisés, percebemos alguém que conversava com o Soberano face a face (Dt 34.10), sendo assim, os resultados até hoje nos inspiram em nossa jornada diária de comunhão com o Pai.
  3. O que nos leva a orar? Os motivos são muitos, embora o principal motivo deveria ser, sempre, o desejo de estar mais perto do Pai Amado. Na Palavra de Deus encontramos exemplos de situações que levaram homens e mulheres a dobrarem seus joelhos diante do Pai, entre eles, Joquebede, Davi, Elias e Daniel. O que eles tinham em comum? O profundo desejo de serem, por Deus, ouvidos.
Até Jesus, em sua trajetória terrena, constantemente buscava momentos de oração para conversar com o Pai. Esses momentos de oração aconteciam em uma grande diversidade de condições: Quando tudo ia bem (Lc 3.21), quando grandes desafios se aproximavam (Mc 1.35), quando as lutas eram mais intensas (Mt 26.36) e em momentos que envolviam curas e milagres (Jo 11.41). Enfim, o próprio Emanuel, em oração, se conectava ao Pai Celeste com a finalidade de buscar as condições ideais para cada passo a ser dado.
Na oração, o coração é aquecido e a nossa alma percebe o Deus que se inclina e promove o aquietar de nossa alma. Sinta esse afago! Ore!
II – DEUS RESPONDE TODAS AS ORAÇÕES?
  1. “[…] Segundo a sua vontade […]”. Deus tem para cada um de nós o melhor que possamos imaginar (Is 55.8,9), porém, muitas vezes teimamos em não dar liberdade para o agir divino em nossas vidas. Sonhamos os nossos sonhos, fazemos os nossos planos e executamos os nossos projetos, porém dando poucos ouvidos à voz do Espírito Santo. Os resultados amargos são, por vezes, degustados de forma indigesta, porém inevitável na “lei da semeadura” (Gl 6.7).
Deixemos que a vontade de Deus seja suprema em nossas vidas e façamos de nossos anseios, edificações sólidas onde as bases estão em um relacionamento sadio com o nosso Amado Pai (1 Jo 5.14,15). Mas, como saber se é da vontade de Deus um determinado pedido nosso? Sem dúvidas, uma pergunta muito comum feita por muitos cristãos, todos os dias.
A resposta é simples: Deixe Jesus Cristo participar de seu cotidiano, nos pequenos e nos grandes momentos. Deixe que o Espírito Santo caminhe com você e o inspire a tomar decisões e abençoar vidas. Seja um arauto do Reino de Deus. Aos poucos, você perceberá que seus sonhos, planos e projetos são mais elevados do que eram antes. Você perceberá que a vontade divina estará cada vez mais plena em sua vida. A pergunta inicial já não terá tanta importância. Enfim, seja feita a “TUA” vontade (Mt 6.10)!
   2. Diálogo, não uma lista de pedidos. Voltamos à questão da essência do que é oração. É uma experiência maravilhosa que pode ser experimentada pelo cristão a qualquer momento, pois se trata de uma manifestação consequente do relacionamento e da intimidade entre o Criador e a criatura.
Além disso, o diálogo/oração também expressa amizade e reciprocidade. Deve ser um momento aguardado com ansiedade, tanto por quem ora, quando pelo nosso Amado Pai que está nos céus.
   Agora, imagine a seguinte situação: Você tem um grande amigo que marca um horário para visitá-lo. Você está ansioso para recebê-lo, ouvir todas as novidades e expressar o quanto a amizade entre vocês é genuína. Ele chega, lhe cumprimenta e inicia a tão aguardada conversa: “Olá meu amigo. Eu preciso disso, eu quero aquilo, me ajuda nisso, me livra daquela enrascada”. A vontade natural que teríamos é única: A de fugir imediatamente daquele momento desanimador e frustrante. Enfim, oração é diálogo e não uma lista de pedidos!
   3. “Tudo tem o seu tempo determinado […]”. Cada vez que Deus nos diz “não”, devemos pensar do que Ele está nos livrando naquele momento (Pv 15.3). Nós vemos o tempo presente e mal nos lembramos de nossas histórias em passados não tão distantes. Mas Deus tudo vê (Jó 34.21)! Nosso Pai conhece cada fio de cabelo em nossas cabeças (Lc 12.7) e, de igual forma, vê amplamente cada momento de nossas vidas, presente e futuro (Pv 5.21). Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.
   A Bíblia Sagrada nos revela que “tudo tem o seu tempo determinado” (Ec 3.1). Muitas vezes gostaríamos que nossos desejos e solicitações fossem atendidos em um tempo curto, principalmente quando, ao olharmos para eles, vemos a aparência do bem e dos frutos doces a serem colhidos lá na frente (1 Sm 16.7). Mas, Deus conhece todas as coisas e quando Ele diz “não”, devemos, de forma submissa e paciente, aceita tal resposta com a convicção de que o melhor do Senhor para nossas vidas sempre está por vir (Rm 8.28).
III – O DEVER DE ORAR SEMPRE E NÃO DESFALECER
   1. “[… ] que clamam a Ele de dia e de noite […]”. Certa vez, Jesus contou uma parábola que versava sobre “o dever de orar sempre e nunca desfalecer” (Lc 18.1-8). A narrativa falava sobre o sofrimento de uma viúva nas mãos de um adversário e a sua busca por justiça. Para complicar ainda mais o cenário, o juiz para o caso em questão não temia a Deus, não respeitava homem algum e era também injusto. Complicado, não? Nem tanto.
  A mulher tinha duas ferramentas a seu favor: A voz e a persistência. E ela venceu.
Jesus, mediante essa parábola, ensinou sobre o dever de orar sempre e não desfalecer. Muitas vezes, nos assombramos com o tamanho dos desafios e também com a ausência de resposta imediata. Precisamos ver além dessas dificuldades temporais e perceber que o amor de Deus por nós é maior do que podemos imaginar e que, no tempo certo, se inclinará e responderá à nossa oração.
  Na Bíblia há um imperativo bastante conhecido: “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17). Esse texto nos revela que devemos, em oração, permanecer na presença do Pai todo o tempo. Não em uma postura formal de oração, mas em um verdadeiro estilo de vida em oração, intercedendo, agradecendo, adorando, enfim, relacionando-se com o Amado Pai, dia e noite.
  2. Quando as lutas parecem não ter fim! Existem momentos em que as nossas lutas e dificuldades cotidianas parecem não ter fim! Jesus mesmo nos disse que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33), mas também Ele nos instrui a termos bom ânimo inspirados na sua grande vitória sobre o mundo.
  A mulher da parábola, frente a tantas lutas, não desfaleceu e buscou insistentemente a justiça apesar das circunstâncias. No Antigo Testamento, uma história também nos permite perceber o quanto Deus é misericordioso e socorre os que lhe buscam: A viúva que tinha apenas um pouquinho de azeite na botija (2 Rs 4). A mulher havia ficado viúva, atravessava uma grave crise financeira, corria o risco de perder os filhos para a servidão e, para complicar ainda mais, tinha apenas um pouquinho de azeite em casa. Mas, para Deus foi o suficiente para o milagre.
   Não devemos nos assombrar com o tamanho das tormentas, pois em Cristo temos paz no meio da tempestade (Mc 4.35-41). Se confiarmos em nossas próprias forças, pereceremos e nossa fé será abalada. Mas, se depositarmos nossas esperanças em Deus, as lutas terão fim e, no tempo certo, cantaremos o hino da vitória.
   3. Oração e fé. Na Bíblia encontramos uma importante orientação: Sem fé é impossível agradar ao nosso Amado Deus (Hb 11.6). Esse é um fato muito relevante para a qualidade da nossa relação com o divino. Não devemos amparar nossa fé no mundo exclusivamente físico. O nosso relacionamento com Deus precisa estar amparado na dimensão espiritual (Gl 5.25).
   Só assim, a fé fará sentido e então nos permitiremos ver o invisível e sentir a real presença do Espírito Santo de Deus.
  Nessa parábola que analisamos, o ponto central repousa na “fé” (Lc 18.8). Será que em nosso cotidiano conseguimos exercitar a nossa fé a tal ponto de nos movermos amparados por ela? Imagine uma oração sem fé? Ou ainda um sermão pregado pautado apenas nas competências humanas? Ou até canções com a intencionalidade de que sejam louvores, porém sem a convicção dos musicistas que o Espírito Santo ali transita? Sem sombra de dúvida, só com fé vívida é possível caminhar com Deus.
   Que possamos orar movidos por uma fé inabalável e almejar viver a cada segundo uma relação de profunda intimidade com o nosso Amado Pai Celestial!
CONCLUSÃO
O verdadeiro sentido da oração foi o tema que nos conduziu durante esta primeira lição. Pudemos perceber que a oração tem profunda relação com a essência do verdadeiro cristianismo. É a forma como nós, seres humanos, podemos nos aproximar do Pai Amado e abrir os nossos corações em meio a palavras simples, porém repletas de sentido.
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Lidiane Santos

Correspondente pela sede desde 2013. Formada em serviço social e especialista em gestão pública municipal. Professora da Escola Bíblica Dominical.