O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte, a agência do governo inglês responsável pela “herança religiosa” da nação, decidiu que as igrejas devem ficar disponíveis para “propósitos novos e diferentes”. Isso incluindo a possibilidade de servirem para abrigar cultos de outras fés, se quiserem permanecer abertos.
Os prédios catalogados como propriedade da Igreja da Inglaterra passarão a ser catalogados como “centros sociais” ou “salões de uso comunitário”, pede o relatório publicado esta semana.
O relatório do governo sugere que os prédios sejam ‘adotados’ pela comunidade que vive ao redor de casa um deles. Bernard Taylor, que presidiu uma equipe de avaliação que inclui líderes da Igreja Anglicana e dirigentes de órgãos patrimoniais, explica que a melhor opção no momento é permitir que os templos sejam “locais de culto multi-fé”, uma vez que os espaços não estão sendo usados “de forma eficaz”.
Em entrevista ao site Christian Today, Taylor disse a ficará a cargo da congregação local decidir para quem irá alugar seu templo. “Cada caso é diferente”, avalia. “Eu acho que existem exemplos de locais onde o uso do espaço para cultos de outras fés já ocorre. Provavelmente para algumas congregações é mais difícil que para outras”.
O relatório cita exemplos onde os templos passaram a ser usadas como cafés, salões de festa, agências do correios e serviços do SNS, preservando apenas a nave do templo para o culto regular. Os principais candidatos para usar as igrejas em suas cerimônias são grupos islâmicos, que têm dificuldades de construir mesquitas devidas às leis rígidas de zoneamento e ao alto custo de terrenos.
O Ministro do patrimônio John Glen disse ter gostado do relatório: “Esta avaliação é um passo importante para oferecermos um futuro mais sustentável para milhares de igrejas em todo o país. Analisaremos cuidadosamente essas recomendações”.