EBD| Classe Adultos – Lição 10 – O Senhor Jesus cura hoje

Fonte: Moldado

Nosso Senhor sentia-se compelido a curar pessoas, sua compaixão era visível quando se relacionava com os doentes. Essa imagem também deve ser a de toda igreja que vive na dimensão do Espírito Santo

A cura divina é para hoje.

I – A CURA DIVINA NA BÍBLIA

A cura divina na Bíblia tem a ver com a saúde pública no Antigo Testamento, a prevenção de doenças como uma orientação bíblica e as curas de Jesus no Novo Testamento.1

1- A saúde pública no Antigo Testamento.

Em Israel, a saúde era uma promessa de Deus, mas o povo tinha que fazer a sua parte. Deus garantiu a saúde dos filhos de Israel desde que eles cumprissem os termos do Pacto do Sinai: “nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR, que te sara” (Êx 15.26). A vida dos israelitas era centrada no seu Deus (Dt 6.4-9; 30.20). A cura de enfermidades em Israel era essencialmente milagrosa, principalmente acerca das doenças graves. O remédio não estava nos médicos como nos povos vizinhos, mas em Deus (Jr 17.14; 30.17).

2- A prevenção de doenças é bíblica.

A alimentação saudável e a higienização adequada são bons hábitos que contribuem para a boa saúde. Quando a lei de Moisés instrui o povo sobre o padrão de higiene em Levítico 15 e os preceitos dietéticos no capítulo 17, embora parte da purificação fosse cerimonial, o objetivo principal era saúde da população. Isso mostra o interesse divino na saúde pública e individual (Jr 8.22).

A religião, nesse caso, se constitui num veículo eficaz para a conscientização coletiva. O Novo Testamento mostra que a finalidade era uma questão de saúde pública e não purificação espiritual para a salvação ou santificação (Mt 15.17-20; Rm 14.2; 1 Tm 4.3-5).

3- O Novo Testamento: as curas de Jesus.

Israel dependia mais de Deus, e a sua garantia da saúde estava na obediência. O número de enfermos era alto, e as curas efetuadas por Jesus logo chamaram a atenção do povo (Mt 4.23-25). Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (1 Tm 1.15), no entanto, por causa da miséria humana, operou muitos milagres, prodígios e maravilhas. O Senhor se compadecia dos enfermos, dos oprimidos e de todos os de espírito abatido, porque essas pessoas andavam como ovelhas que não têm pastor (Mt 9.36; Mc 6.34). A compaixão era a principal motivação de Jesus para ministrar ao povo, e isso não mudou com o tempo, pois a promessa de cura divina continua valendo (Mc 16.17-20).

II – A CURA DIVINA COMO PARTE DA SALVAÇÃO

O discurso profético de Isaías 53 anuncia a obra redentora de Jesus no Calvário. Encontramos alguns detalhes dessa palavra profética no Novo Testamento, que mostram com clareza que salvação e cura divina caminham juntas.

1- Salvação

É um termo que se aplica a diversas ações de Deus no Antigo Testamento em favor de seu povo, como o livramento da escravidão, da fome, da espada e das enfermidades.

A salvação da condenação eterna é o livramento do poder da maldição do pecado e a restituição do ser humano à comunhão com Deus (2 Co 5.19; Hb 2.15). Deus propôs a salvação para todas as pessoas (Tt 2.11), e as condições para isso são a fé em Jesus e o arrependimento dos pecados (At 3.15-19). A vontade de Deus é a salvação de todos os seres humanos, mas para isso cada pessoa precisa se arrepender de seus pecados e se converter ao Senhor Jesus (At 17.30; 1 Tm 2.4).

2- Cura divina

A Declaração de Fé das Assembleias de Deus define a cura divina como “um ato da soberania, graça e misericórdia divina, que, através do poder do Espírito Santo, restaura física e/ou emocionalmente aqueles que demonstram fé em Jesus Cristo” (Mt 14.14; Lc 4.18,19; At 10.38).

É tendência nossa procurar logo os médicos em caso de doença, isso não é errado, Jesus mesmo disse que os doentes precisam de médicos (Mt 9.12; Mc 2.17; Lc 4.23; 5.31). Lucas era médico (Cl 4.14). Mesmo assim, o milagre acontece também pelos recursos científicos da medicina. Mas convém salientar que temos um recurso divino seguro para a cura das enfermidades, a ministração da unção com óleo em nome do Senhor sobre os enfermos (Mc 6.13; Tg 5.14,15).

3- Salvação e cura

A obra de Jesus é completa, a expiação no Calvário resulta na nossa redenção e alcança também a cura do corpo físico (Is 53.4; 1 Pe 2.24). Desde o Antigo Testamento que a salvação e a cura andam juntas (Jr 17.14). A cura espiritual geralmente precede a cura física: “É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades” (Sl 103.3). A cura do paralítico de Cafarnaum (Mt 9.1-8) e passagens paralelas nos evangelhos sinóticos revelam essa verdade. A vontade de Deus é, portanto, curar tanto a alma como o corpo (Tg 5.15).

4- Isaías 53.3,4

O Novo Testamento interpreta Isaías 53 como a provisão de Deus em Cristo para cura física e espiritual. O Evangelho de Mateus aplica a palavra: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Is 53.4) ao ministério de cura do Senhor Jesus (Mt 8.17).

O verbo “sarar” em “pelas suas pisaduras, fomos sarados” (53.5) indica a cura física, isso está muito claro nas inúmeras curas físicas de enfermos efetuadas por Jesus (Mt 8.16,17). Essa cura é também espiritual e isso diz respeito à salvação: “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1 Pe 2.24).

III – A CURA DIVINA E OS DESAFIOS ATUAIS

Os desafios atuais são diversos, e dentre eles, saber sobre a natureza da enfermidade, se o problema é físico ou espiritual, e ter o discernimento sobre a vontade de Deus.

1- As doenças.

As enfermidades são uma das causas de maior sofrimento ao ser humano. Elas são consequências, direta ou indireta, do pecado, pois, se não existisse pecado, não existiriam enfermidades. Mas isso não significa que todos os enfermos estejam em pecado. Há enfermidades que são consequências diretas do pecado (Jo 5.14), no entanto, não se pode generalizar, visto que cada caso tem suas peculiaridades.

2- As enfermidades entre os crentes.

Grandes homens de Deus não conseguiram se livrar das doenças. Esse é um desafio, às vezes, fora da compreensão humana. O apóstolo Paulo tinha um “espinho na carne” (2 Co 12.7-10), e qualquer que seja a natureza desse problema, era sem dúvida uma enfermidade (Gl 4.13-15). Timóteo tinha problemas no estômago (1 Tm 5.23); Paulo deixou “Trófimo doente em Mileto” (2 Tm 4.20).

3- Não confundir doença com possessão maligna.

Jesus conferiu à sua igreja o poder de curar enfermos e libertar os oprimidos do Diabo (Mt 10.8; Mc 16.15-20). É dever nosso usar essa autoridade do nome de Jesus para diminuir o sofrimento humano. Jesus tem saúde para dar a todos os enfermos, mas nem sempre compreendemos o plano de Deus para determinada pessoa.

Duas coisas básicas devemos observar: primeiro, se a enfermidade é opressão maligna ou uma questão médica, para não “expulsar demônio” onde não há demônio. Isso machuca as pessoas, e não é tão incomum entre nós. Segundo, entender que Jesus é Senhor, e não servo, Ele cura como quer e onde quer de acordo com a sua vontade (Mt 6.10).

 

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Lidiane Santos

Correspondente pela sede desde 2013. Formada em serviço social e especialista em gestão pública municipal. Professora da Escola Bíblica Dominical.