BRASIL | ENEM: de “dialeto de travesti” a beijo lésbico de avó

Fonte: Gospel Prime

Ativismo gay e ideologia de gênero em exame geram revolta em estudantes
Assim como aconteceu em outros anos, a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve fortes tons ideológicos, com questões abordando temas relacionados com ideologia de gênero. As imagens da prova de Linguagem, realizada neste domingo (4), se multiplicaram nas redes sociais, quase sempre acompanhadas de críticas aos temas.

O país vive um outro momento, após a eleição de Jair Bolsonaro. Segundo o analista político conservador Alexandre Borges, “Se o Enem fosse um mês antes, Bolsonaro levava no primeiro turno” e ideologia de gênero em exame geram revolta em estudantes.

As fotos e testemunhos compartilhados no Facebook dão conta que as fontes escolhidas pelos elaboradores da prova eram, na maioria, com viés político à esquerda. Isso inclui a revista Carta Capital e o site Pragmatismo Político.

O estudante Nicolas Carvalho de Oliveira apresentou o seguinte “resumo da prova”:

“1. Umas dez perguntas feministas (uma delas, a pior, proveniente da Carta Capital, sobre as 23 Miss peruanas que usaram o concurso pra lacrar) 2. Meia dúzia de perguntas de militância negra 3. Os piores e mais desconhecidos poetas brasileiros nas perguntas de Literatura (todos eles lacradores, nenhum classicista) 3. Pergunta capciosa do Sto Agostinho, de um excerto de sua obra que questiona a eternidade (não colocaram o resto)… 8. Outra sobre um dialeto que LGBTs usam) 9. Uma que é o trecho de um livro sobre uma lésbica que vê sua vó beijar sua tia (claro que essa merda de livro é brasileiro) 10. Outra contra o Gilberto Freyre 11. Um tema de redação – manipulação digital – que vai favorecer os professores amargurados com a derrota a premiarem aqueles que foram, em razoável português, explicitamente anti-Bolsonaro.”

Existem variações nas provas, por isso os números das questões são diferentes nas diversas imagens que se espalharem pela web. A maioria delas vinha acompanhada de fortes críticas ao viés ideológico.

A jornalista Elisa Robson, colunista do Gospel Prime, avaliou como “ridícula” a abordagem deste ano. “Fiz mestrado em Linguagens e garanto que é um estudo muito interessante relacionado com a análise de códigos como do cinema, da moda, da arquitetura e do jornalismo. Não tem nada a ver com essa bagunça de ‘dicionário de travestis’”.

Ela refere-se, especialmente, à questão que pedia que os candidatos “decodificassem” a frase: “Nhai, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!”. Em seguida, o aluno era questionado “Entendeu as palavras desta frase? Se sim, é porque você manja alguma coisa de pajubá, o ‘dialeto secreto’ dos gays e travestis”.

Uma das questões que mais gerou revolta usava um trecho da crônica “Vó, a senhora é lésbica?”, que descreve uma adolescente homossexual constatando que sua avó compartilha da mesma opção sexual.

Havia ainda outra pergunta com defesa explícita da agenda feminista. Ela versava das candidatas à Miss Peru em 2017, que apresentaram no concurso dados de feminicídio, abuso sexual e estupro no país, ao invés de divulgar suas medidas de altura, peso, busto, cintura e quadril.

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Lidiane Santos

Correspondente pela sede desde 2013. Formada em serviço social e especialista em gestão pública municipal. Voluntária do Centro de Assistência Social da Assembleia de Deus em Rio Largo - Casadril.