BATISTA ACIOLY| Testemunho: A cura de Samuel

Samuel, nascido em um lar evangélico, tendo nove irmãos e sendo criado na igreja por seus pais, Maria Cassiano, conhecida como irmã Berê, e Milton José (já falecido), optou por se afastar dos caminhos do Senhor na fase adulta. Durante esse tempo, passou a beber e confessou que até tentou se suicidar. “Havia um vazio na minha alma, porque apesar de eu ter tudo, sentia que não tinha nada”.

Mas então, 20 anos depois de seu afastamento, aos 54 anos de idade, decidiu voltar para aos caminhos do Senhor, porém, três meses após a sua conversão, foi parar em um leito de hospital. Isso porque, em suas costas desenvolveu um cisto sebáceo, um nódulo pequeno que cresce lentamente, existindo na forma branda e grave, quando inflamado – e que, portanto passou a incomodá-lo pelo seu rápido desenvolvimento em sua pele.

Com o cisto inchado, na noite de um domingo, ele foi junto com sua esposa, Roberta a uma igreja no Cruzeiro do Sul, na qual congregavam, e nesse culto o pregador falava em cura. “Eu muito ansioso para ser curado, fui à frente, mas o irmão falou que todos naquele lugar poderiam receber a cura, menos eu. Ele continuou dizendo que eu ia descer no meio dos médicos e ao ver minha situação e não podendo fazer nada, Deus iria mostrar quem era Ele na minha vida”, contou.

Na sexta feira da mesma semana, Samuel foi ao médico e constatou que seria necessário fazer uma cirurgia. Ao chegar à noite em casa, o cisto que antes estava inchado e inflamado, estourou e passou a exalar um mau cheiro insuportável. No sábado pela manhã, foi levado para o hospital Ib Gatto Falcão e como nada puderam fazer, no domingo a tarde foi internado no Hospital Geral do Estado – HGE, pouco depois do carnaval em 2016.

A equipe médica logo observou a gravidade do seu caso, pois sua pele estava entrando em decomposição rapidamente, além de apresentar elevada diabete, que não baixava (≥380 mg/dl), o que dificultava o processo de cicatrização, mesmo assim, diversos procedimentos foram realizados para amenizar a situação, como limpezas nas suas costas e até uma máquina para drenar o local inflamado. A máquina usada por 5 dias, nunca tinha ficado parada por muito tempo e o irmão Samuel contou que até isso Deus preparou para que só ele a usasse.

Samuel lembra que naquela época teve até que comprar papaína, um medicamento usado para acelerar a cicatrização, pois o hospital não tinha. Lembrou ainda que durante a primeira raspagem realizada em suas costas teve uma experiência com Deus que ficou marcada em sua memória. “Eu ouvi um hino, queria lembrar qual era, mas era um hino lindo, vi uma pessoa de branco ao meu lado e tudo o que o médico estava fazendo em mim, também vi. O médico pensou que naquele momento eu tinha morrido, mas ao me despertar da visão, percebeu que não”.

No tempo em que ficou internado (um mês e dois dias), nunca desanimou e recebeu apoio de sua esposa, irmã Roberta (que foi sua acompanhante), de sua mãe e de tantos outros que oravam em seu favor. Lendo a Bíblia, meditando e louvando ao Senhor, sempre soube que aquela enfermidade não era para a morte, mas para a glória de Deus, apesar de cada dia a situação piorava e que os médicos diziam que não havia solução.

Certo dia, ele falou de Jesus para um senhor de 90 anos que também estava internado, e perguntou se ele queria aceitá-lo em sua vida, mas disse que não e que preferia fumar. “Quando foi um dia, a meia noite esse senhor mandou me chamar, e disse que queria aceitar Jesus, fiz a oração e de madrugada ele morreu dormindo e salvo”, acrescentou.

Quando a medicina diz que não, Deus entra para mudar o quadro. Foi exatamente isso que aconteceu. Doutor Jorge apareceu como instrumento divino e disse que iria realizar a cirurgia e assim fez. “Ele tirou carne da minha perna para colocar nas minhas costas e ressaltou que o meu corpo poderia não aceitar por ser diabético, porém deu certo”. Cinco dias depois da cirurgia, e fazendo curativos, devido à rápida melhora, o médico deu alta e a partir daí, sua esposa em casa, sendo também um instrumento de Deus, passou a fazer os curativos. “Eu tenho a certeza que a medicina não poderia fazer nada se o Mestre (como ele se refere a Deus) não tivesse no controle de tudo”.

Hoje aos 56 anos, irmão Samuel ainda tem a cicatriz em suas costas. E finaliza dizendo: “Eu aprendi o que é ter comunhão com Deus, ser honesto e andar segundo a Palavra. Se eu não tivesse voltado para o Evangelho, tenho certeza que teria morrido. Deus realmente me mostrou que Ele é o dono da história. Não sei se você terá a mesma oportunidade que eu tive, então pare de brincar de ser crente, se arrependa e viva como verdadeiro cristão”.

Ainda este mês, outras duas matérias da série “testemunho de vidas”, serão publicadas. Aguarde.

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Rossiel

Formado em Química Licenciatura pela Ufal. Atua como correspondente desde 2013, inicialmente, na congregação em Batista Acioly e a partir de outubro de 2018 passou a integrar a equipe de comunicação na congregação em Antônio Lins.